segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Oficina Fatores de Movimento aplicados ao Tribal Fusion com Guilherme e Kilma - Recife (PE)


Guilherme Schulze

Possui graduação em Música pela Universidade Federal da Paraíba (1987), especialização em Coreografia pela Universidade Federal da Bahia (1989), mestrado em Artes pela Universidade Estadual de Campinas (1997) e doutorado em Estudos da Dança pela University of Surrey – Inglaterra (2005).

Dedica-se à área de Dança e Teatro, com ênfase em processos coreográficos, análise do movimento, interfaces com as novas tecnologias e videodança. Coordena o Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre o Corpo Cênico (NEPCênico-UFPB) e, atualmente, desenvolve o Projeto ‘Videodança de Bolso e Laban: interfaces técnicas e criativas’ e o projeto de extensão Dança na Casa do Ensino das Artes de João Pessoa.

VAGAS LIMITADAS!

Oficina de Interpretação na Dança: Ventre e Tribal


Oficina de Interpretação na Dança, direcionada para Ventre e Tribal, dia 4 de Março (Domingo), das 15h às 17h, com Luana Aires. Inscrições e informação Kilma Farias. Studio Lunay: Belly Dance, Tribal & Fusion.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Caravana Tribal NE 2012 - João Pessoa (PB)

ATENCIÓN!!!!!!!
Para felicidade de muitos... Vamos "saborear" na 3ª edição da Caravana Tribal Nordeste de João Pessoa, mais uma atração internacional. Este ano ta bombando, heim?! 

Agora a Cia Lunay apresenta pela primeira vez no Brasil, Emine Di Cosmo (Argentina), que fará um Intensivo de ATS. O show acontecerá no Teatro Santa Roza e as aulas no Studio Lunay.

YA TE INSCRIBISTE?!?!?! RESERVÁ TU LUGAR YA!!! Daleeeeeeee! Vamos bailaaaaar chicas!

Hasta... Besos!

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Documentário: Tribal Brasil, Construindo um Estilo de Dança

Finalmente consegui upar meu Documentário: "Tribal Brasil, Construindo um Estilo de Dança". O vídeo foi meu projeto final para conclusão do Curso de Comunicação Social (Rádio e TV) pela UFPB.

Este foi o documentário que deu origem a este blog. Foi um trabalho extremamente gratificante, com muita dedicação, muito estudo, muito apoio. Agradeço imensamente a todos que me ajudaram, me dando dicas, entrevistas, vídeos, fotos... Foram meses de muita dedicação, que me aproximou mais ainda da dança e me fez uma pessoa melhor.

O Documentário mostra a estruturação e o crescimento da dança Tribal Brasil acompanhando o projeto "Caravana Tribal Nordeste (CTNE)". Filmado em João Pessoa (PB), Natal (RN) e Recife (PE), e com entrevista com dançarinos, o vídeo busca difundir este estilo de dança.

Obrigada a todos que me ajudaram direta ou indiretamente. Vocês são demais!

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Código de Ética da Dança do Ventre


por Kilma Farias 

Tive a oportunidade de ser uma das colaboradoras para a formulação do Código. Tenho a mais alta estima por ele e nunca vi um tempo tão propício para citá-lo. Vivam, dancem e respeitem-se.

O Código de Ética da Dança do Ventre, é uma tentativa importante de criar um respeito mútuo pelas profissionais da área e, também, de colocar um freio naquelas que não tem limites nem bom-senso.
A dança do ventre ainda engatinha em muitos aspectos, como a padronização e o reconhecimento do trabalho artístico, mas esse é um bom começo.

O Código de Ética da Dança do Ventre foi elaborado por Shalimar Mattar, editora do jornal Oriente, Encanto e Magia e realizadora do Mercado Persa de São Paulo/SP.
É resultado de um trabalho que contou com a participação de 439 praticantes da dança do ventre (amadoras e profissionais) e demorou dez meses para ser concluído.
Foi publicado em 3 de março de 2002, durante o “1º Simpósio de Dança do Ventre” realizado em São Paulo.
“A dança do ventre é uma expressão artística e, como tal, deve ser difundida. Cabe às profissionais da área zelar pelo seu conceito, mantendo assim, os padrões de elegância que a envolvem e não permitindo sua vulgarização. Para exercer suas funções com dignidade, as profissionais da área devem receber remuneração justa pelos serviços artísticos ou didáticos prestados. É considerada conduta antiética a prática de concorrência desleal com outras profissionais da área.” (bailarinas ou professoras).

Professoras
– A professora tem a função de ensinar e orientar pacientemente, sempre zelando, em primeiro lugar, pela saúde e bem-estar de suas alunas, e respeitando as limitações de cada uma.
– A todas as professoras é dada orientação que seus currículos estejam à disposição das alunas.
– É importante que a professora realize anualmente avaliações opcionais com suas alunas, as quais terão à disposição informações preciosas para a evolução de seu aprendizado.
– A dedicação ao ensino deve ser direcionada para o conhecimento de suas alunas e não como instrumento de vaidade pessoal para a promoção da professora.
- A professora deve exercer seu trabalho livre de toda e qualquer discriminação, motivando e respeitando suas alunas, independentemente de características físicas ou faixa etária, lembrando que esta é uma atividade que deve ser direcionada visando ao bem-estar e equilíbrio físico, mental e emocional. Portanto, não podem ser exigidos padrões estéticos que diferenciem ou discriminem qualquer uma delas.
- Para aptidão ao magistério da dança do ventre considera-se satisfatório um período mínimo de 4 anos de estudos na área, com aperfeiçoamento em didática e conhecimentos de anatomia, cinesiologia e biomecânica que possibilitem segurança na realização de um trabalho corporal consciente. O tempo de estudo pode ser reconsiderado a partir de cursos realizados anteriormente, como balé clássico, educação física ou faculdade de dança .

- A professora de dança do ventre deve buscar aprimoramento e atualização constantemente.
– A professora deve cumprir a programação e o cronograma de cursos oferecidos ou divulgados a suas alunas.
- Todas as alunas merecem igual atenção de sua professora, a qual não deve fazer qualquer distinção entre elas.
- A professora deve ser especialmente honesta quanto aos seus conhecimentos, buscando respostas corretas para esclarecimento de suas alunas. Todas as informações pertinentes ao curso que se dispõe a ministrar devem ser transmitidas com clareza e honestidade, visando ao efetivo aprendizado de suas alunas.
- Como a dança do ventre tem origens muito remotas e informações de difícil acesso, esta questão deve ser sempre esclarecida a priori, para se evitar a divulgação de histórias fictícias que resultem em prejuízo à sua imagem e evolução.

- A professora não deve estimular competitividade negativa entre suas alunas ou com outros grupos.
– A professora deve ter respeito e consideração com as demais profissionais da área, preservando um ambiente de relacionamento sadio que possa acrescentar ao desenvolvimento de todo o segmento, não utilizando a sala de aula como espaço para demonstrar rivalidades pessoais ou denegrir a imagem dos demais profissionais da área em prol de sua promoção. São ainda consideradas atitudes antiéticas:
Apresentar coreografias de outras profissionais sem prévia autorização, bem como omitir o nome da responsável por sua criação.
Coibir a participação de alunas em workshops e cursos que possam acrescentar elementos ao desenvolvimento e aprendizado.
Apresentar currículos com informações fictícias referentes ao aprendizado e experiência. Recomenda-se que, em se tratando de cursos e workshops, sempre se solicite certificado de participação.

Bailarinas
No Brasil, até a presente data, são consideradas bailarinas de dança do ventre todas aquelas que, possuindo o conhecimento e experiência necessários, prestem serviços artísticos profissionais (shows) mediante oneração.
- Cabe à bailarina profissional cumprir todas as cláusulas acertadas em contrato para prestação de serviços artísticos junto ao seu contratante.
- A bailarina profissional de dança do ventre deve zelar pela imagem moral da categoria que representa:

a) mantendo relacionamento de respeito e elegância junto ao seu público e contratante.
b) trajando-se de forma adequada aos padrões da categoria durante suas apresentações.
Faz parte da correta conduta ética entre bailarinas profissionais:

- Quando assistir à apresentação de outra bailarina e/ou alunas, dedicar o devido respeito e atenção.
– Quando estiver realizando apresentação em conjunto, ser solidária e direcionar o trabalho com espírito de equipe e união.
- Ter consciência de que cada profissional possui um estilo próprio que a diferencia e, assim, saber apreciar a admirar, com a devida humildade, todas as variadas formas de se expressar a mesma arte.
- Respeitar o local de trabalho de outras profissionais.
São consideradas atitudes antiéticas:

- Atravessar ou interferir em contato de trabalho de outra profissional estando ciente deste fato. – Distribuir material de propaganda pessoal durante serviços contratados por meio de outra bailarina.
- Criticar o desempenho ou denegrir a imagem de outra profissional junto ao público, contratantes ou demais colegas da área.
- Transformar uma apresentação coletiva em disputa pessoal de vaidade, interferindo na qualidade do trabalho apresentado.
A forma como uma professora e bailarina se referem à sua (s) mestra (s) é um exemplo que será seguido por suas alunas amanhã. Quem não respeita seu mestre não valoriza a arte.
Recomenda-se sempre avaliação médica antes do início das atividades, como em qualquer atividade física.
As responsáveis pela elaboração do Código de Ética esperam que a união, a humildade, a seriedade, o respeito e o amor sincero à arte estejam sempre acima de qualquer diferença pessoal. Que estes laços que nos aproximaram até aqui em favor do objetivo único de valorizar e organizar nossa arte se fortifiquem a cada dia, alcançando todas as praticantes da dança do ventre no Brasil.


ps: Lembrando que o Código foi feito para Dança do Ventre mas também pode ser aplicado a Dança Tribal.