domingo, 19 de agosto de 2012

Aguarde... Tribal Brasil Axial

Foto: Jorge Luiz Castro
Cia Lunay no Rio de Janeiro (RH), trecho do novo espetáculo Axial. Aguarde, em breve espetáculo completo.

domingo, 12 de agosto de 2012

Workshop Raks Jam Fusion com Priscila Patta (MG)


Conheçam o trabalho inovador da Priscila Patta e seu Código Movimento. Dia 21 de outubro ela estará conosco compartilhando seus conhecimentos no Studio Lunay.

Priscila Patta é Diretora da CÓDIGO MOVIMENTO - agrupação artística-, que tem como enfoque o estudo dos movimentos através das danças e manifestações artísticas fusionadas. Bailarina, coreógrafa, pesquisadora em dança, artista-educadora especializada em dança contemporânea e danças árabes. Bailarina intérprete-criadora da Será Q Cia de Dança, dirigida por Rui Moreira (MG), DSA-Dancers South America, dirigida por Adriana Bele Fusco (SP).

Morou em Bogotá (Colômbia), onde pode trabalhar fortemente com Fusion Contemporâneo-árabe. Estilo este totalmente criado e desenvolvido por Priscila Patta e que lhe abriu portas nos dois países pelo seu caráter vanguardista. Lá, trabalhou como bailarina convidada de diversas companhias, agrupações e coletivos de dança colombianos, ministrou aulas, cursos, workshops, e prestou acessoria artística e executiva às melhores empresas do ramo instaladas nesta cidade.

Em Belo Horizonte, Priscila Patta é parceira de Regina Amaral, Rui Moreira, Nanda Najla, Bete Arenque; com os quais há realizado inúmeros trabalhos exitosos, contribuindo para o fortalecimento e crescimento da dança em Minas Gerais. Atualmente trabalha como ensaiadora de coletivos de dança, grupos e eventos artísticos, bailarina convidada em eventos, shows e festivais das danças árabes e contemporânea, ministradora de workshops de Fusão Contemporâneo-árabe (RAKS JAM FUSION), mostrando que a diversidade do seu baile, conhecimento técnico/prático, domínio de palco, criatividade inigualável, carisma, beleza e ética são demonstrados de maneira visceral e fascinante.

Visitem a página web: http://priscilapatta.co.cc/
myspace, couchsurfing, movimiento.org, twitter: Priscila Patta
skipe: priscila.patta

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Muitas Etnias, uma só Linguagem

Por Kilma Farias

Sempre sou surpreendida por alunas e colegas da Dança do Ventre a respeito do que seria o Tribal. Muitas vêem o estilo como algo que venha degradar a Dança do Ventre e confundir a cabeça do público. Outras acham que o Tribal é a nova linguagem da Dança do Ventre. Este último pensamento vem pela própria etimologia do termo: Tribal Fusion Bellydance. Mas qual é a verdadeira linguagem do Tribal?


Para responder esta pergunta convido-os a passear por algumas culturas. Primeiro, claro, o Oriente Médio, Egito e países Árabes. Da Dança do Ventre e Folclore Árabe, o Tribal tomou emprestado o próprio ventre, o quadril e o tronco. São encaixes e desencaixes, acentos, oitos e ondulações. A diferença está em realizar os movimentos batidos com contrações musculares para enfatizá-los e os sinuosos ganham maior amplitude, envolvendo o tronco nas ondulações. Nas vestimentas: moedas, pedrarias, miçangas, vidrilhos e tudo que também compõe o bordado das roupas de Ventre. É comum encontrarmos movimentos denominados de Egyptian, Arabic, Tunisian, Gawasee e por aí vai.

Os braços ganham uma postura mais forte. Que tal darmos uma passadinha na Espanha? O Flamenco marca fortemente o tronco da dançarina fazendo com que ela coloque “o peito na bandeja”, jargão tão conhecido na dança espanhola. Os floreos de mão assim como seu posicionamento com os dedos mais abertos nos transportam ao universo do Flamenco. Os giros também são diversos, as “passadas” de perna também deixam traços na herança. As saias do American Tribal Style – ATS – também fazem alusão ao estilo, assim como as flores no cabelo, com muitas rosas vermelhas. Olé! Definitivamente é impossível pensar o Tribal sem o Flamenco. Na nomenclatura vamos encontrar Spanish Turn, Hand Floreo, etc.

Gestos com as mãos, chamados de mudras, nos convidam a visitar a Índia. O Tribal se utiliza de diversas composições com as mãos e molduras de braços e posicionamentos com o corpo inteiro. Em 2010 esta influência foi bem marcada no Tribal através do espetáculo Bombay Bellywood do Bellydance Superstars que manteve a temática em todo o seu espetáculo que trazia o conceito “Quando as batidas místicas do Bombay encontram as batidas de quadril do Cairo”. Nos trajes, herdamos o choli, espécie de mini-blusa utilizada no ATS, geralmente bem coloridas, bordadas com fios dourados e com espelhos. Aliás, os tecidos indianos são bem utilizados para compor xales e calças do Tribal Fusion, assim como apliques para cintos e tops devido à riqueza de bordados já no próprio tecido. Mãos em Padma, Alapadma, Mayura, Pataca, Tripataca, corpo em posição de Tchocan ou Tribanga são traços indianos na linguagem do Tribal. O cambrèe  de mesa ou layback é bastante utilizado pelas Banjaras e dançarinas do Rajastão.