terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Hafla de Fim de Ano | Studio Lunay


Hafla é um pequeno encontro social centrado em torno da dança do ventre e dança tribal, geralmente com música ao vivo e muita roda de improviso.

O objetivo maior é proporcionar às alunas uma arena para que possam demonstrar o que aprenderam ao longo do curso aos amigos, familiares e outras bailarinas.

Convidamos os amantes dessa arte para o Hafla das alunas de Kilma Farias do Studio Lunay. Participação de João Cassiano Silva e das alunas da professora Fabiana Rodrigues.

Valor: Entrada livre. 
Local: Casa de Cultura Cia da Terra

domingo, 2 de dezembro de 2012

Turmas Regulares de 2013 - Studio Lunay


Garanta sua vaga e ganhe desconto se matriculando ainda este ano! Studio Lunay com aulas de dança do ventre e Tribal. Como novas turmas, para iniciante, intermediário e avançado! Todas as aulas ministradas pela professora Kilma Farias.

Palavras de Kilma via facebook: 

"Reservei desconto especial para as alunas que se matricularem ainda este ano. Interessadas entrem em contato pelo kilmita@gmail.com
Atendendo a pedidos, incluímos novas turmas como Dança do Ventre iniciante aos SÁBADOS, turminha voltada ape
nas para os benefícios da dança para aquelas que não pretendem participar de apresentações e festivais e turma de Fusão e Tribal Brasil nas quartas (...)"

Veja um vídeo de Kilma Farias arrasando!!! E garanta logo sua vaga!


Semana Tribal - Curso de Férias

Semana Ventre - Curso de Férias



O Curso de Férias do Studio Lunay traz para você o estudo da Dança com Espada. As aulas acontecem de 14 a 18 de janeiro, das 13h às 14:30h. 
Não necessita ter espada para participar desse curso. 
O Studio dispõe de espadas para a prática.

Poucas vagas! Garanta logo a sua. Solicite ficha de inscrição: kilmita@gmail.com

Desafiando a espada

Por Kilma Farias

São tantos os estilos da nossa tão querida dança do ventre, que mais cabe defini-la como dança oriental, pois nem todas têm o ventre como foco principal. Também nem todas são de origem folclórica, entendidas como inerentes a um povo ou região que atravessam o tempo mantendo-se vivas e guardando riqueza de detalhes. Muitas fazem parte da afolcloração e das parafolclóricas, sendo recriadas guardando supostas origens históricas e trazendo consigo elementos que nos remetem a tradições diversas, como candelabro (judaísmo), taça (cristianismo), espada (templários), e por aí vai um grande número de danças.

A dança da espada me cativa especialmente, tanto pela sua história como pela técnica que trabalha, ao mesmo tempo, força e suavidade. As supostas histórias de seu surgimento nos trazem mulheres que esperavam seus esposos voltarem da guerra e, na noite de comemoração, dançavam para eles com a espada para celebrar o retorno ao lar. Já outras falam das filhas e esposas dos ferreiros que faziam exposição das peças em plenas praças e para deixar o trabalho mais divertido e atrativo aos compradores, dançavam e realizavam equilíbrios com as espadas. E ainda outras correntes de estudo afirmam ser inicialmente uma dança marcial masculina, assim como o thatib, que mais tarde emprestou a técnica à graciosidade feminina. Assim, caracterizam a espada como um objeto do mundo masculino, yang, onde a bailarina precisa conferir suavidade para trazer o princípio yin à tona, tornando a dança graciosa, mesmo com uma espada em punho. São tantas histórias... e esse misticismo acaba conferindo mais beleza e encanto ao acessório.
É uma dança de templo ou de palácio?

Bem, para mim é uma dança que deve ir até o público, e em especial até a alma do público. Esteja ele onde estiver, desde a fila do banco ao palco de um teatro. Para expressar a alegria de viver através da dança do ventre não tem hora nem lugar. Se houver ao menos uma pessoa que possa ser tocada pela dança, ali deverá haver dança.

Para meu primeiro solo com espada, depois de um longo tempo de descobertas de apoios, formas, molduras e giros, escolhi uma música brasileira: Bicho de 7 Cabeças, de Zé Ramalho, num arranjo apenas instrumental, danado de bonito.

 Senti minha natureza em combate, guerreira, mas ao mesmo tempo suave, delicada, completamente na liberdade. Plena para criar, para desenhar a música na ponta da espada.

Ao contrário do que o grande público pensa, nossa espada não é afiada, é própria para a dança e deve ter um bom equilíbrio. Afiadinha mesmo tem que estar a bailarina para expressar suavidade no rosto e não perder o rebolado diante dos equilíbrios que a espada requer. Para isso: intimidade com o acessório sempre! Intimidade consigo mesma, buscando se descobrir cada vez mais a cada dia.
Hoje, na dança Tribal, a espada vem sendo bastante requisitada e toma emprestado das artes marciais os movimentos a serem fusionados. Essa paixão vem de longe, desde a época da Jamila Salimpour (US) com as apresentações que mesclavam técnicas circenses com belly dance e danças folclóricas do Oriente Médio. Assim, sendo de família circense, a Jamila se utilizou bastante de equilíbrios com uma, duas, três espadas, com serpentes, fogo, etc.

Esse acessório acaba nos trazendo uma energia guerreira, forte, e essa energia é bem atratativa para as Tribaldancers. Quem teve oportunidade de fazer aula com Morgana no Gothla pode aprofundar um pouco do que falo agora, pois uma das aulas dela foi justamente o manuseio de adagas, punhais, katanas. Um trabalho belíssimo, pra lá de afiado.

Estudem espada, pratiquem, e mostrem seus trabalhos.