sábado, 31 de agosto de 2013

Luz, Câmera, Tribal Fusion em ação!

Por Kilma Farias




Uma pequena observação da utilização da videodança na linguagem do Tribal Fusion no Brasil.

Em 2006 ficamos encantados com o vídeo Snake Charmer postado no youtube onde Rachel Brice aparecia dançando de uma forma diferente – uma espécie de vídeo clipe da música de Bassnectar e Kraddy: http://www.youtube.com/watch?v=qXi-ZXbtfic

Segundo Rachel Brice, uma forma divertida de exploração e experimentação; aos meus olhos, um exercício de videodança.

O Tribal Fusion busca tirar a dança do ventre do lugar comum, conferindo uma identidade globalizada com influência de diversas culturas do mundo, ao mesmo tempo em que se torna uma linguagem tão singular que não se pode, ou pelo menos não se deveria dentro dessa lógica, imitar figurinos repertório de movimentos ou utilizar propositalmente as mesmas músicas que outras bailarinas. O Tribal Fusion vem falar da personalidade e visão de mundo de cada performer, suas impressões e expressões e traz em seu código genético o estilo American Tribal Style ® que confere linhas de braço, torço e fundamentos de sua estrutura corporal a esse estilo. Não se trata de copiar os movimentos, mas de tê-los como base para a constante transformação sugerida pelo Fusion.

Unir técnicas, transformar, agregar, inovar. Isso faz do Tribal Fusion um estilo com a particularidade de querer sempre trazer o novo, o contraste, uma surpresa, o inusitado a partir do que já foi estabelecido.

A videodança, por sua vez, é um gênero audiovisual de linguagem híbrida onde os limites do real podem ser transpostos na dimensão espaço-tempo. Tudo se torna possível; danças de cabeça para baixo, multiplicar o performer em cena, acelerar e desacelerar seus movimentos, inverter o sentido da ação, alterar cores, sobrepor imagens, entre múltiplas possibilidades. Desse modo, a dança do performer modifica e é modificada pelas técnicas de filmagem e edição. Assim como o Tribal Fusion, a videodança agrega técnicas diversas de outros estilos de arte, dialogando com animação, fotografia e efeitos de computação, por exemplo.

Percebendo essa afinidade entre o Tribal Fusion e a videodança, o flerte foi inevitável e em 2010 a bailarina Mariah Voltaire publica no youtube a primeira videodança de Tribal Fusion, Isolado, no Brasil http://www.youtube.com/watch?v=aWiPmV6Bnco com o propósito de esclarecer e difundir a técnica da videodança junto à comunidade Tribal.

Em 2011, o professor Doutor Guilherme Schulze, da UFPB, dentro das produções do ContemDança 2, no NEPCênico, produz a videodança Lua Nova com a bailarina Kilma Farias, publicada no youtube em 2012: http://www.youtube.com/watch?v=2PgcCsVxQDY. Esse trabalho foi selecionado para o Dança em Foco 2013, levando o Tribal Fusion através da técnica da videodança para um dos maiores eventos dedicados ao estilo na América Latina.

E, nesse ano de 2013, temos visto diversas videodanças despontarem no Brasil que se destacam pela qualidade técnica da linguagem em vídeo e/ou dos performers em cena. Selecionei algumas para compartilhar:

Videodança –Tribal Fusion http://www.youtube.com/watch?v=g1rFsCUiP5w
Videodança: Mariah Voltaire – Pulsão http://www.youtube.com/watch?v=2zUl6bxPw4o
Promenade by Joline Andrade http://www.youtube.com/watch?v=8aRGE2OqMao

Espero que tenham curtido esse texto e que ele sirva de inventivo para estudarem videodança e produzirem seus experimentos com o Tribal Fusion. Se você já produziu uma videodança de Tribal Fusion, posta aqui o link. Compartilha conosco!

Nos vemos pelo youtube!:) 

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